By Redação | agosto 17, 2016.

Transplante de medula óssea ENTENDA COMO É FEITO



O transplante de medula óssea é uma intervenção cirúrgica que visa à substituição de células doentes da medula óssea por células saudáveis. A medula óssea por sua vez, é um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos e também é conhecida por Tutano.





Um fato importante que merece ser mencionado é que a medula óssea é responsável por produzir os componentes encontrados no sangue, ou seja, o próprio sangue. Por conta dessa função, a medula óssea também é conhecida como “a fábrica do sangue”.

O transplante da medula óssea é uma forma de tratamento para renovar as células da medula que tem a função de produzir novas células e para esse transplante, existem tipos variados, sendo que em algumas situações, o próprio doador é também o receptor quando damos o nome de Transplante Autólogo.





Quando a medula óssea é retirada de um doador saudável seja um parente próximo ou não e transplantada para o paciente, esse tratamento recebe o nome de Transplante Alogênico. Nessas duas formas de transplante, a forma de tratamento é muito semelhante a uma transfusão de sangue.

Como é feito

Para fazer esses tipos de transplante, primeiro se faz a coleta das células do doador que pode ser feita através do osso da bacia ou pela corrente sanguínea e em geral isso ocorre com o paciente internado para poder ser observado mais de perto para maior segurança.

Outro tipo de transplante que tem beneficiado milhões de pacientes em todo o mundo é o transplante de medula feita com sangue do cordão umbilical que é retirado dos bebês logo que eles nascem. Assim, quando o bebê nasce, o sangue é coletado do cordão umbilical e armazenado pelo tempo que se achar necessário, até que se encontre alguém que seja compatível com esse sangue.

celulas tronco medula óssea

funções da medula ossea

transplante de medula ossea doador e receptor

transplante medula ossea doador e receptor

transplante medula ossea

preparação para transplante de medula ossea

O transplante da medula óssea é um tratamento indicado para combater doenças relacionadas diretamente ao sangue, tais como Leucemia, alguns tipos de Anemia e Linfomas. Infelizmente nem sempre existem doadores que sejam compatíveis, e em nosso país, estima-se que 1 doador em cada 100 mil é compatível com um paciente.

Como é feita a doação de medula óssea – existem duas maneiras de fazer a doação da medula óssea, mas o procedimento mais adequado é o médico que poderá informar depois de analisar a saúde do doador.

  • Na primeira maneira de fazer a doação o doador é anestesiado no centro cirúrgico e a medula é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de pequenas aberturas. Nesse caso, o doador poderá voltar as suas atividades após uma semana depois da doação.

  • Na segunda maneira o doador ingere um medicamento que permite a retirada de células de medula óssea pelas veias do braço. Esse procedimento denomina-se Aférese.

Para quem tem algum receio desse procedimento, podemos garantir que não existem riscos para o doador e a medula óssea se recompõe em apenas duas semanas após a doação.

Quem pode ser doador

Doar a medula óssea é um ato de amor pelo semelhante e pode ajudar a salvar vidas. Para ser um doador é preciso que a pessoa tenha mais de 18 anos e no máximo 55 anos.

Além disso, é preciso estar bem de saúde e não ser portador de doenças transmissíveis pelo sangue. Para quem estiver apto a ser doador, deve fazer um cadastro onde são pedidos todos os dados pessoais e também é colhido 5 ml de sangue para ser examinado em laboratórios onde é identificado todas as características genéticas do futuro doador.

Esses dados pessoais do doador e mais os resultados dos exames serão incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Essas informações são cruzadas com os dados dos pacientes, e quando houver um paciente compatível, são feitos exames mais profundos para confirmar a compatibilidade para então o doador ser comunicado para fazer a doação.

Preparo do paciente para receber a medula óssea

Antes de se proceder a um transplante de medula óssea existem algumas fases que devem ser seguidas pensando no sucesso desse tratamento e começa com uma reunião entre vários profissionais da área médica que de alguma forma se envolvem nesses tratamentos.

Depois disso, são realizadas reuniões com o paciente e sua família onde são esclarecidos todos os procedimentos para o tratamento. Nessa hora é apresentada toda a equipe que vai cuidar do caso.

A família também é esclarecida quanto aos procedimentos que devem ser tomados para a segurança do paciente no período de internamento e sobre a ajuda que eles devem receber para as necessidades diárias enquanto o paciente se recupera.

preparo para doação de medula ossea

Depois de tudo esclarecido, tanto o paciente como alguém responsável por ele assina um termo de Consentimento Informado, e só a partir daí é agendado o transplante. Para iniciar esse tratamento o paciente vai precisar de um cateter venoso para tornar viável o recebimento de quimioterapia, transfusões e os diversos medicamentos necessários para o transplante.

O paciente também precisa se preparar para receber as células saudáveis, e isso inclui seções de quimioterapia e por vezes ainda a radioterapia para que se consiga destruir as células imunes para dar lugar a uma nova célula óssea.

Como todo tratamento com quimioterapia ou radioterapia o paciente que vai receber uma nova medula óssea pode sofrer alguns transtornos por conta dos efeitos colaterais desses tratamentos preparatórios. Entre esses efeitos colaterais os mais conhecidos são:

  • Náuseas, vômitos e a perda do apetite, feridas no trato gastrointestinal começando da boca até o ânus, diarréia, complicações intestinais, perda dos cabelos, entre outros sintomas.

Sobre o dia do transplante

Finalmente chega o dia em que o paciente vai passar a viver uma nova vida, uma vez que receberá uma medula óssea saudável, dia em que se pode dizer que o paciente vai nascer de novo.

As células-mãe transfundidas são levadas pela corrente sanguínea em direção a medula óssea onde vão se instalar para dar inicio a um processo de restauração e recuperação do paciente. O transplante de medula óssea dura em média 2 horas, porém se for feito com células de cordão umbilical esse procedimento leva apenas 20 minutos.

Group of surgeons working in operating theatre

Group of surgeons working in operating theatre

Após o transplante o paciente precisa permanecer no hospital, pois ele fica muito fragilizado e precisa ser monitorado de perto quando são controlados os sinais vitais, como respiração, pressão arterial, temperatura, entre outros sinais que exigem uma atenção extrema nessa hora.

Além disso, é preciso controlar a entrada e saída de líquidos que o paciente recebe. Nesse caso, o paciente anota sobre todo o líquido que ingere, e a urina fica depositado em um recipiente para depois ser medida e assim se conhecer sobre como está o funcionamento dos rins.

Tem ainda outros cuidados a serem tomados durante o período de internamento, e todo esse cuidado é necessário, pois toda a conduta médica será tomada a partir dos resultados que o paciente apresentar.

Depois do transplante

Nesse período ocorre a queda de todas as células do sangue. Essa queda é provocada pelos tratamentos quimioterápicos e com isso, o paciente fica sujeito a infecções por bactérias, fungos, vírus e protozoários, e por conta desses riscos, a única chance de se defender são os antibióticos que o paciente precisará usar.

paciente depois transplante de medula ossea

Depois disso ainda tem um longo caminho pela frente até que o paciente possa voltar a viver uma vida normal novamente e tudo isso, exige cuidados extremos, mas pelo menos ele tem uma nova chance de viver.






Leia também...